No dia 9 de maio dei a luz ao Guilherme. Foi um momento único!
Tive o Guilherme de parto normal, com anestesia peridural. Queria muito tê-lo de parto normal, que ele nascesse quando quisesse. Fiquei cerca de 5 horas em trabalho de parto antes de receber a anestesia. No começo do trabalho de parto cheguei a ficar em dúvida se era mesmo a hora, mas como não tive dores durante a gravidez desconfiei que era mesmo. Consegui manter-me calma, chamar minha mãe para me levar a maternidade, organizar as últimas coisinhas e cheguei no hospital 2,5 após sentir as primeiras dores. Após a consulta que confirmou que o Gui estava a caminho me separei pela primeira vez do meu marido que foi providenciar a internação. Voltou logo, mas só para me acompanhar até o centro cirúrgico, quando nos separamos novamente. Passei as horas seguintes sozinha, fora a companhia de uma mãe que faria cesárea e ficou pouco tempo comigo na sala do pré-leito. Embora as contrações viessem de 5 em 5 minutos (meio irregular, mas constante) ainda consegui tirar alguns cochilos entre elas. Quando a dor começou a aumentar apareceu uma enfermeira que me encaminhou para a sala de parto para que eu tomasse a anestesia. A anestesia tirou a dor e com isso também não sabia mais quando estava tendo contrações, mas ainda pude sentir o nascimento do meu filho. O Felipe só voltou para o meu lado pouco antes do Guilherme nascer, quando comecei a fazer força. Foi ótimo tê-lo ao meu lado me dando apoio e força.

Logo após o nascimento do Guilherme.
Fiquei um pouco assustada quando a médica falou que ele tinha nascido e não ouvi seu choro, mas foram segundos até ouvir um resmungo tímido que me tranquilizou. Foi um grande esforço para mim dar a luz a um menino tão grande, mas também foi para ele. Pouco depois ele veio para nossos braços por pouco tempo para depois desaparecer, dessa vez acompanhado do pai, para todos os procedimentos médicos necessários. Novamente sozinha, tudo que conseguia fazer era dormir. Passado um tempo ele foi comigo para o quarto, mas para logo depois sair do meu lado para tomar seu primeiro banho.
Ele voltou para o meu lado junto com todo o sistema de apoio. O Felipe ficou comigo e as avós foram buscá-lo no berçário. Depois disso o Gui ficava ao meu lado o tempo todo, além de um acompanhante.
Voltando aos meus braços...
A semana que se seguiu foi dura. Queria muito cuidar do meu filho, ter visto o primeiro banho, trocar suas fraldas, dar de mamar. O problema é que fiquei com a pressão muito baixa e não conseguia levantar da cama, mal conseguia ficar sentada. Eu tive muita dor também e o Guilherme, que tinha muita energia acumulada, não se interessou no meu peito por dois dias. Quando voltei para casa não conseguia fazer nada... Passei uns dias de madame e descobri que não nasci para isso.
Eu realmente não sei se toda mulher passa pelo que passei, mas não estava esperando ficar uma semana inteirinha assim. A experiência das mulheres que me cercavam ajudou muito. A segurança delas ajudando e ensinando o Felipe nos primeiros dias, as dicas e ajuda delas especialmente para dar de mamar foram muito importantes. Nas primeiras mamadas é preciso encaixar muito bem a criança... Por mais que se leia, que veja imagens, acertar uma forma para eu e o bebê ficarmos confortáveis não é simples. Para isso ter almofadas ao alcance das mãos é importante. Aliás, é muito útil também ter uma almofada caixa de ovo para sentar.
Outra coisa que aprendi foi a ter algumas coisinhas sempre a mão na hora da mamada. Devido às dificuldades iniciais criei o hábito de anotar o início e fim de cada mamada, então sempre tenho o bloquinho de anotações comigo. É essencial também ter uma garrafa de água sempre a mão. Dá muita sede dar de mamar e é importantíssimo tomar água, então não tem por que deixar para depois. É uma boa ter essas garrafinhas de exercícios, que dá para tomar usando uma só mão. No hospital tinha uma jarra e copinhos, ou seja, sempre precisava de alguém para me servir.
O fato é que as coisas acontecem muito rápido. Hoje o Guilherme mama muito bem e já não exige a posição exata para pegar o peito. No começo ele preferia um peito, agora ele prefere comer, não importa como. O rapazinho não tem nem um mês e já tem as fases. Teve uns dois dias que ele mamou tanto que cheguei a ficar cansada, esses dias eu praticamente só dei de mamar. Também já passou a dificuldade com o bico do peito (mas por um tempo usei o bico intermediário de silicone, que ajudou muito). Passei algumas noites em claro devido a cólicas que o meu pequenino tinha, hoje ele só se incomoda um pouco quando faz força.
Guilherme dormindo no seu bercinho
Agora as noites estão cada vez mais tranquilas. O Guilherme já dorme em seu bercinho. Como o quarto dele é ao lado do nosso consigo ouvir quando ele pede para mamar. Diz que aos poucos ele aprende a dar um tempo maior entre as mamadas durante a noite, mas por enquanto o intervalo ainda é cerca de 3 horas.
Tinham me dito que eu sentiria falta da gravidez, mas cada fase com um bebê tem seus encantos. Melhor que viver a saudade do que passou é desfrutar cada momento da melhor forma.