Houve um momento que achei que junto com uma criança nascia o medo... Achei isso porque antes do Guilherme eu era capaz de fazer coisas que hoje certamente pensarei mil vezes antes de fazer. Achei que era medo o que sentia ao ver a notícia de qualquer tragédia.
Mas não é medo, é força. Antes de ser mãe é provável que se saia correndo frente a qualquer perigo, depois você sabe que vai encarar de frente qualquer coisa se for para o bem de seu filho. Só que ainda sou humana e obviamente há coisas que não se quer encarar... Não é medo, é certeza que faria o que fosse preciso e que vou me preservar para estar sempre presente para meu filho.
Eu já disse aqui que amamentar não é fácil, mas demorei um pouco para entender o motivo. Amamentar é uma prova de valentia e de amor. No começo dói amamentar; não é uma dor terrível, mas é todo dia várias vezes. Cansa amamentar; a criança é constante e é preciso amamentá-la inclusive de madrugada. Amamentar é um desafio, é preciso a certeza de que o leite materno é o melhor para a criança, é preciso superar deficiências. Dar de mamar é fazer o que é preciso! São horas cultivando esse amor, horas conectada com esse ser que por meses esteve em meu ventre, horas pensando em sua vida, em seu presente e futuro. A amamentação é a primeira das lutas, uma luta suave e transcendente onde dois corações e duas mente aprendem a ser dois e um ao mesmo tempo, descobrindo duas individualidades e um mesmo amor.