Conversando com uma amiga grávida de pouco tempo lembrei que na gravidez tudo é mais intenso: frio, calor, fome, dor... E cada vez mais comprovo que as mudanças acontecem na gravidez para aprendermos as dificuldades de ser mãe. Se agora essas sensações físicas não são mais intensas, as preocupações são.
Nesses últimos tempos aconteceram as manifestações dos 20 centavos. Se você está lendo esse post em data próxima a sua publicação, você sabe do que estou falando. Se vai ler daqui a alguns meses/anos, pode ser que não se lembre ou que essas manifestações recebam outro nome. Mas tudo começou com manifestações em SP contra o aumento de R$0,20 na tarifa do ônibus, que foi contida com uma truculenta força policial, o que provocou a revolta do Brasil inteiro que foi para as ruas reclamar de tudo que estava preso na garganta: corrupção, má qualidade da educação e da saúde, altos custo da Copa no Brasil, PECs absurdas, etc. Isso é um resumão, se quiser saber mais eu espero que essa informação conste no livros de história.
E qual a relação disso com ser mãe? Bem, é nesse mundo que vai mudar ou não que meu filho vai viver. Será que meu filho também será roubado por um governo corrupto? Será que também terá que pagar escola particular para meus netos se quiser educação de qualidade? Será que vai conseguir respirar nas grandes cidades? Será que conseguirá ter qualidade de vida em qualquer lugar que escolher viver? Eu espero realmente que essas manifestações sirvam para que haja mudança real no Brasil que vivemos, que aprendamos a pensar e votar corretamente, e escolhamos ler as informações que atingem diretamente nossa vida. Só que eu não espero que essa mudança venha dos outros. Os governantes tem sim sua responsabilidade e muita coisa para fazer, mas eu tenho a responsabilidade de preparar pelo menos um serzinho para fazer essas mudanças serem aproveitadas. E eu tenho que ser exemplo do que ensino, senão não adianta nada.
Então, será que estou ensinando os melhores valores para meu filho? É tanta coisa às quais preciso estar atenta... Quero que meu filho seja um homem digno e honrado, mas também quero que ele tenha saúde. E nesse mundo de fácil acesso às informações descobrimos muita coisa. Já reparou que quase tudo que tem a propaganda voltada para a criança é porcaria? Entenda porcaria como alimentos com baixo valor nutritivo, muito açúcar e/ou sódio. E a mente indefesa da criança recebe isso como uma maravilha, achando que o Cheetos é melhor que uma fruta. Só que não adianta ser radical... Sabe aquela história do que é proibido é mais gostoso?
Assim vou descobrindo que o desafio de educar é muito maior. É muito fácil se deixar levar pela massa, seja saindo numa passeata de um assunto polêmico da moda ou comendo a porcaria do momento. O difícil é pensar, principalmente se o resultado desse processo for uma ideia diferente do que a maioria faz.
Vejo que o mal está nos extremos. Não quero que o Guilherme seja um alienado nem um chato que tenta impôr ideias diferentes. Não quero que o Guilherme seja viciado em porcarias nem que seja um natureba radical. Então se você estiver comendo um chocolate e ele pedir um pedaço, pode dar, mas não ofereça se ele não pedir. Ao mesmo tempo não subestime sua inteligência dizendo que é ruim, se você está comendo deve ser bom... Se ele não puder comer diga que não é para a idade dele. Ah! E nada é por que é. Se ele perguntar alguma coisa, explique. Se não souber a resposta, diga que não sabe ou que vai procurar saber. Mas não diga que as coisas são assim e que não podem ser questionadas. A mente de meu filho é terra virgem e fértil, peço a gentileza de não jogarem sementes de ervas daninhas.
Chocolate é bom!
Assim vou descobrindo que o desafio de educar é muito maior. É muito fácil se deixar levar pela massa, seja saindo numa passeata de um assunto polêmico da moda ou comendo a porcaria do momento. O difícil é pensar, principalmente se o resultado desse processo for uma ideia diferente do que a maioria faz.
Vejo que o mal está nos extremos. Não quero que o Guilherme seja um alienado nem um chato que tenta impôr ideias diferentes. Não quero que o Guilherme seja viciado em porcarias nem que seja um natureba radical. Então se você estiver comendo um chocolate e ele pedir um pedaço, pode dar, mas não ofereça se ele não pedir. Ao mesmo tempo não subestime sua inteligência dizendo que é ruim, se você está comendo deve ser bom... Se ele não puder comer diga que não é para a idade dele. Ah! E nada é por que é. Se ele perguntar alguma coisa, explique. Se não souber a resposta, diga que não sabe ou que vai procurar saber. Mas não diga que as coisas são assim e que não podem ser questionadas. A mente de meu filho é terra virgem e fértil, peço a gentileza de não jogarem sementes de ervas daninhas.