quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que o Gui anda aprontando...

Esse post é rapidinho. É só para contar para vocês que já dá para sentir o Gui se mexer do lado de fora! Ele costuma se mexer mais no finzinho da tarde / começo da noite, quando chego em casa e relaxo um pouco. Comecei a sentir esses movimentos no finalzinho da 19ª semana.

Ainda não a minha barriga, 
mas adoraria ter uma foto assim minha!

Aproveitando a oportunidade, vou deixar a dica de um site para as futuras mamães: http://www.fetalmed.net/
Há inúmeros sites com informações sobre a gravidez, acompanhamento semana a semana, mas passei a confiar mais nesse site depois da minha última ecografia... O Guilherme estava pesando 200g e todos os outros sites diziam que ele deveria ter cerca de 100g. É um pouco assustador pensar que o seu bebê está com o dobro do tamanho normal, hehehe.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Algo sobre a felicidade

Tenho pensado muito sobre a felicidade... Se quero ser feliz, quero a felicidade dos que me cercam e, muito especialmente, do meu filho, preciso saber o que é a felicidade, certo? Mais do que educar meu filho para que ele seja isso ou aquilo quero educá-lo para que seja feliz!

Que foco escolho ao mirar a 
minha felicidade?

Nas minhas reflexões tenho percebido algumas coisas que, por mais óbvias que pareçam, muita gente não percebe. A primeira delas e que me parece a mais importante é que a felicidade não tem um padrão. Antigamente a pessoa só poderia ser feliz se casasse e tivesse filhos (principalmente as mulheres). Depois a felicidade estava em se formar médico ou engenheiro. Hoje esse padrão mudou para ser rico e famoso. Para começo de história, se a felicidade realmente tivesse um padrão ele não mudaria com o tempo. Ou será que antigamente as pessoas não queriam ser felizes? A felicidade também não é feita de certo e errado...

Hoje vejo que a vida é feita de escolhas e as escolhas definem o meu caminho. Não que o caminho seja certo ou errado, mas devo aprender a conviver com as circunstâncias que cercam essas escolhas. Não é por que fulano é feliz morando em tal cidade, beltrano tendo tal profissão, que a minha felicidade deve seguir nos mesmos trilhos. Como já disse um grande amigo meu, a conquista da felicidade é exclusivamente individual. Mais importante do que as escolhas que faço é a forma como encaro a vida. Não sei se seria capaz de ser feliz morando numa choupana no meio do mato, mas devo me capacitar para ser feliz desfrutando o que as minhas escolhas me oferecem.

Entendo que a vida me oferece alegrias, tristezas, desafios, mas, acima de tudo, me oferece lutas. Sei que não serei apenas eu que vou desfrutar da felicidade que conquistar daqui para frente. Por muitos anos haverá um serzinho se espelhando em mim, aprendendo com as minhas atitudes qual o momento certo para rir ou para chorar, o que é bom ou ruim, o que é certo ou errado. Também será o meu exemplo que lhe ensinará como encarar as lutas... Quero que o Guilherme saiba encontrar a alegria de vencer uma luta ou de descobrir na derrota o elemento que lhe faltou para vencer. Quero que ele realize a alquimia de transformar tudo em sua vida em uma forte estrutura onde se apoiará sua felicidade. Se tenho buscado construir essa conduta em mim ao longo dos anos, sinto que agora essa responsabilidade é ainda maior.

Vejo que a família deve ser a constante na construção da felicidade, mas que ainda sim essa conquista continuará sendo individual. Eu serei um exemplo para meu filho, mas certamente, a medida que ele crescer, ele terá cada vez mais exemplos. Será a partir deles que ele construirá sua felicidade. Pode ser que ele queira dar continuidade a alguns de meus sonhos, mas certamente vai formar os dele. Ele vai querer ser feliz como todo ser humano e o melhor que posso fazer é ajudá-lo a descobrir dentro de si as ferramentas que possui para realizar isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meus ensaios de mãe

Pois é, o Guilherme será meu primeiro filho. Também não tenho sobrinhos(as), mas tenho amigas que me ajudaram a desenvolver esse lado mãe.

Sempre gostei de crianças e quando os pimpolhos começaram a aparecer na turma não era raro eu deixar de lado meus amigos para sair engatinhando atrás deles. Também sempre foi importante para mim conquistar a simpatia dos pequenos... Criança é sincera, não se compra com um sorriso só. Um doce pode até conseguir sua atenção por 5 minutos, mas busco conquistar a criança pelo que sou pois considero esse um dos melhores termômetros para saber se ainda tenho essa pureza da infância.

Tive a minha infância cercada por meninas. Eu só tenho irmãs, a minha geração na família quase só tem mulheres. Quando pensava em ser mãe, parecia natural que eu fosse mãe de uma menina. Até que apareceu na minha vida um garotinho muito especial.

Há 8 anos...

Essa foto é da viagem que começou nossa aproximação. Ele é uma das primeiras crianças de um grupo de amigos muito próximos. Nos primeiros dois anos meu contato com ele era de visitas e só. Nessa viagem começamos a nos conhecer. A princípio ele se recusava a gostar de mim, afinal, eu era a pessoa que estava roubando parte da atenção da mãe dele. Passamos alguns dias juntos e em determinado momento senti essa resistência sendo vencida quando no meio de uma brincadeira ele me abraçou. Senti seu conflito de querer me abraçar, mas o pensamento de que eu era a concorrência ainda querendo ganhar. Depois dessa viagem fui ganhando espaço na vida dele. Às vezes assumia o papel de babá e passava a noite cuidando dele. Nessas oportunidades fui descobrindo que a doçura de uma criança se mescla, num menino, com brincadeiras de luta e outras que precisam para gastar a energia. Foi ele que me ensinou a trocar fraldas, não apenas com a prática, mas me orientando quando trocava a fralda dele!

Dois anos depois a mãe dele foi chamada para trabalhar longe e ele ficou por aqui morando com o pai. Numa oportunidade tirei férias e fui levá-lo para visitar a mãe. E foi nessa oportunidade que fiz meu maior ensaio de mãe. Vi o que é viajar com uma criança de 4 anos, ter que desembarcar de um voo com ela dormindo e carregá-la no colo por um imenso corredor. Eu passava o dia todo com ele, passeando, conhecendo a cidade, brincando, enquanto a mãe trabalhava. Passávamos os dias com adultos mimando-o e no fim da viagem percebi como isso lhe afetou. Foram 10 dias que percebi que conviver com uma criança é educá-la a todo momento e aprender a cada instante.

Hoje ele já é quase um adolescente. Apesar de não convivermos mais tanto, sempre que nos encontramos sinto vibrar em mim o afeto que hoje, mais do que nunca, é alimentado pela gratidão por ele ter me ajudado tanto a me preparar para uma das funções mais importantes de uma mulher, a de ser mãe. Sei que o que vivi com ele foram apenas ensaios, mas ensaios que me dão a segurança de que posso oferecer muito para o Guilherme.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os homens de minha vida

A vinda de um garotinho tem me feito pensar nos homens que já passaram pela minha vida e que tanto me ensinaram e ensinam.

Chameguinho com papai!

O primeiro, como não poderia deixar de ser, foi meu pai. Com seu "jeitinho" alemão, por muito anos foi a minha principal referência de homem. Cercado de mulheres por todos os lados (além da minha mãe ainda tem 3 filhas) foi aprendendo a receber nossos beijinhos e abraços diários, quebrando um pouco o jeito alemão de ser. Hoje ele está aposentado e tem como uma das principais atividades a pescaria. Ao saber do netinho que está a caminho já começou a preparar uma vara de pesca para ele! Segundo minha mãe, na opinião dele meu filho sairia da maternidade direto para uma pescaria. Exageros a parte, ele já está planejando ensinar meu rebento a fazer suas coisinhas, adaptar os objetos disponíveis às suas necessidades e inventar as gambiarras que sempre tivemos lá em casa.

Bem, ao chegar a adolescência comecei a ampliar meus horizontes. Talvez por sentir falta de um irmão comecei a fazer amigos. Seria injusto citar nomes, poderia esquecer momentaneamente algum. Seria impossível escrever o que aprendi, levaria uma vida toda. Mas hoje entendo que não há como compreender o amor sem passar pela amizade.

Chameguinho com o futuro papai!

E depois do mundo dar muitas voltas, eis que chega a minha vida o Felipe. Quem diria que uma saída para dançar numa noite fria resultaria numa nova família? Esse rapaz foi ganhando espaço em minha vida, me conquistando aos poucos. Com ele aprendo a todo momento e quero muito que ele também aprenda comigo. Difícil olhar para ele hoje e não pensar o que ele passará de herança para nosso filho. Será que terá seus olhos, seu nariz, sua boca? Será que terá o jeitinho do pai? Cada coisa que descubro no Felipe projeto no Guilherme...

Guilherme dando "tchauzinho" para a câmera.

Hoje o Felipe e meu pai são para mim o espelho do Guilherme. Geneticamente herdei muito de meu pai e é provável que o Guilherme seja uma mistura perfeita desses dois homens da minha vida. Vejo que amar um filho é mais que amar um pedacinho de si, mas amar tudo que fez a minha vida o que ela é hoje e os elementos que poderei passar para esse pequeno ser. Que esse amor seja resultado de todas as alegrias e dificuldades que passamos e iremos passar, do aprendizado que nos permitirá construir uma convivência muito feliz!

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Guilherme está mexendo!

Uma foto da barriguinha tirada hoje!

Certo, certo, ele já estava mexendo faz tempo. Mas agora estou sentindo!

Já tinha contado por aqui que meu menininho é saudável e nas ecografias conseguíamos ver ele se mexendo bastante. Ontem senti algo diferente, uma movimentação, mas que acaba gerando alguma dúvida. Depois senti de novo... Mesmo assim ainda não tinha certeza que era meu bebê. Mais tarde o movimento se repetiu e a dúvida foi se dissipando. Hoje, logo cedo, para tirar a dúvida ele deu uma espreguiçada gostosa, que resultou num chutinho e um soquinho. Os movimentos foram quase simultâneos e a distância entre eles foi mais ou menos o tamanho que ele está (entre 18 e 20cm, de acordo com a última ecografia).

Bem, e contei a novidade para minha Oma... Ela disse que sentimos o bebê na metade da gestação, ou seja, daqui a 4 meses e meio o bebê deve nascer. E penso que devo dar crédito a alguém que trabalhou por anos como enfermeira obstétrica, certo? Nessa lógica o Guilherme nasceria um pouco antes da data prevista. Considerando que ele está maior do que o padrão não seria de se estranhar. Segundo as informações que os site passam, hoje o Gui está com tamanho de 19 semanas, apesar de estar na 17ª. Mas não tenho pressa! Apesar do tamanho não sei como está seu desenvolvimento, então que ele nasça no seu tempo e com muita saúde.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

É um menino!

Lá vem um rapazinho!

E ontem fomos para a terceira ecografia, na 17ª semana (5º mês lunar). Todos os sites sobre o tema diziam que a partir dessa data poderíamos ver o sexo... Dito e feito! Lá vem um menininho!

A médica enrolou um pouco para nos contar. Fez as medidas necessárias, examinou o que precisava e depois seguiu mostrando o bebê: cabeça, olhos, nariz, boca, mãos, coração, abdômen, coxas, pés... Passava pela área de interesse, mas nossos olhos destreinados não conseguiam identificar nada! Depois de algum suspense ela liberou a informação que tanto esperávamos. O Felipe (o pai), que até aquele momento estava quietinho sentado na sala, saiu pulando. Literalmente pulando!

Nosso menininho, o Guilherme, é agitado desde já. Mesmo sem o chocolate (que muita gente me indicou para ele mexer mais), ele ficava se mexendo o tempo todo. Isso deu algum trabalho para conseguir uma boa posição para ouvirmos seu coração (que ainda é uma das partes mais gostosas da ecografia) e depois deu trabalho para conseguir uma boa foto da identificação do rapaz. Enquanto eu me virava para lá e para cá para conseguir o melhor ângulo, o Felipe tentava conter a alegria.

Bem, agora entro numa nova fase! Até ontem eu me preparava para receber um bebê, hoje me preparo para receber um novo homem em minha vida. Sei que tenho muito para ensinar, mas sinto que vou aprender muito com ele.

Seja bem vindo, Guilherme!