Tenho pensado muito sobre a felicidade... Se quero ser feliz, quero a felicidade dos que me cercam e, muito especialmente, do meu filho, preciso saber o que é a felicidade, certo? Mais do que educar meu filho para que ele seja isso ou aquilo quero educá-lo para que seja feliz!
Que foco escolho ao mirar a
minha felicidade?
Nas minhas reflexões tenho percebido algumas coisas que, por mais óbvias que pareçam, muita gente não percebe. A primeira delas e que me parece a mais importante é que a felicidade não tem um padrão. Antigamente a pessoa só poderia ser feliz se casasse e tivesse filhos (principalmente as mulheres). Depois a felicidade estava em se formar médico ou engenheiro. Hoje esse padrão mudou para ser rico e famoso. Para começo de história, se a felicidade realmente tivesse um padrão ele não mudaria com o tempo. Ou será que antigamente as pessoas não queriam ser felizes? A felicidade também não é feita de certo e errado...
Hoje vejo que a vida é feita de escolhas e as escolhas definem o meu caminho. Não que o caminho seja certo ou errado, mas devo aprender a conviver com as circunstâncias que cercam essas escolhas. Não é por que fulano é feliz morando em tal cidade, beltrano tendo tal profissão, que a minha felicidade deve seguir nos mesmos trilhos. Como já disse um grande amigo meu, a conquista da felicidade é exclusivamente individual. Mais importante do que as escolhas que faço é a forma como encaro a vida. Não sei se seria capaz de ser feliz morando numa choupana no meio do mato, mas devo me capacitar para ser feliz desfrutando o que as minhas escolhas me oferecem.
Entendo que a vida me oferece alegrias, tristezas, desafios, mas, acima de tudo, me oferece lutas. Sei que não serei apenas eu que vou desfrutar da felicidade que conquistar daqui para frente. Por muitos anos haverá um serzinho se espelhando em mim, aprendendo com as minhas atitudes qual o momento certo para rir ou para chorar, o que é bom ou ruim, o que é certo ou errado. Também será o meu exemplo que lhe ensinará como encarar as lutas... Quero que o Guilherme saiba encontrar a alegria de vencer uma luta ou de descobrir na derrota o elemento que lhe faltou para vencer. Quero que ele realize a alquimia de transformar tudo em sua vida em uma forte estrutura onde se apoiará sua felicidade. Se tenho buscado construir essa conduta em mim ao longo dos anos, sinto que agora essa responsabilidade é ainda maior.
Vejo que a família deve ser a constante na construção da felicidade, mas que ainda sim essa conquista continuará sendo individual. Eu serei um exemplo para meu filho, mas certamente, a medida que ele crescer, ele terá cada vez mais exemplos. Será a partir deles que ele construirá sua felicidade. Pode ser que ele queira dar continuidade a alguns de meus sonhos, mas certamente vai formar os dele. Ele vai querer ser feliz como todo ser humano e o melhor que posso fazer é ajudá-lo a descobrir dentro de si as ferramentas que possui para realizar isso.