terça-feira, 9 de outubro de 2012

Reaprendendo a ver a vida

O Guilherme está completando hoje 5 meses de vida. Se perguntássemos para ele, ele provavelmente diria: "5 meses muito bem vividos! Eu mamei muito, tomei muito banho, brinquei bastante, já aprendi a falar e gritar (se você não entende não é minha culpa) e já consigo ficar de pé!"

Olha! Olha! Eu estou de pé!

O fato é que cada conquista é dele e só dele. Houve um momento que ele olhava atentamente para minha boca quando eu falava, como se estivesse admirado com o que eu conseguia fazer, e tentava fazer igual. Mas se outros conseguem fazer o que ele ainda não consegue é um exemplo. Pouco importa se outros já conseguem andar, correr, pular, ele consegue ficar de pé quase sozinho e está muito feliz com isso!

Estive observando a postura de algumas pessoas que justificam suas falhas com as falhas de outros. "Eu posso até ser teimoso/chato/impaciente ( insira aqui qualquer deficiência que não se queira eliminar), mas fulano é muito mais!". O mais triste é pensar que essas pessoas já foram crianças e que em algum momento perderam pelo caminho o encanto de ser melhor. Entendo que ser melhor é ser melhor do que eu sou hoje, não ser melhor que qualquer outro.

O Guilherme está me ensinando a ver a vida de outra forma, ensinando a manter a juventude. Velho é aquele que não quer mais crescer, evoluir, aprender, enquanto que a juventude é ávida por novos conhecimentos, está sempre crescendo em todos os sentidos. Ser mãe é ter uma nova vida junto com a sua e renovar a sua.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Herança

O Guilherme é lindo!

Acho que uma das coisas mais comuns nesse mundo é a mãe achar o filho lindo e eu estava refletindo sobre isso. O Guilherme não é a cópia fiel de ninguém da família... Ele é uma mistura deliciosa de mãe, pai, avôs, avós e em alguns casos dá para identificar até mais longe. O fato é que vejo nesse pequeno ser aqueles que desde que nasci me ensinaram o que é o amor. Quando eu era bebê minha referência de amor era os olhares, sorrisos e risadas que hoje vejo no Guilherme.

A beleza do amor

Mas entendo que essa herança vai além da genética... O Guilherme é a simpatia em pessoa! Eu não sei como era quando bebê, mas na infância e adolescência certamente a simpatia não era uma virtude que se destacava em mim. Aos poucos fui percebendo a importância dela para a vida e aprendi a cultivá-la. Foi um aprendizado de anos e que contou com a colaboração de muitos amigos. Sei a importância da simpatia para cultivar amizades e o valor da amizade para a vida, por isso queria muito que o Guilherme possuísse essa virtude.

Eu não sei se os sorrisos que dou para o Guilherme são resposta aos dele ou se os dele são respostas aos meus, mas certamente é nessa troca de sorrisos que o Gui viu a simpatia pela primeira vez. E se eu aprendi a sorrir com as pessoas com quem convivi, sejam amigos ou parentes, a simpatia dele é a herança que as pessoas que me querem bem deram ao meu filho.

Meu filho é o melhor de minha vida. Cada vez que convido uma pessoa querida para conhecê-lo tem um pouco de querer me exibir, mas mais que isso é para oferecer a quem quero bem o melhor que há em mim e agradecer cada porção de felicidade que essa pessoa me ofereceu.

Hoje a felicidade de meu filho depende da minha capacidade de ser feliz. O Gui recebe de herança o bem que cada um me ofereceu, até poder com esses elementos construir a felicidade dele.