Simples assim: vou ser mãe. E daí? Tanta gente já foi e ainda será mãe nesse mundo... Na adolescência tive que lutar para não dividir o quarto com ninguém, hoje estou dividindo meu corpo com outro ser. E esse ser me deixa enjoada, com azia, cansada, me dá chutes e socos, além de me deixar gorda, ou, no mínimo, barriguda. Horrível né? Aí é que está, não é! Quem pensa assim deve ser um robô ou estar com a bússola interna bem danificada.
E o que a bússola tem a ver com a história? Bem, a bússola sempre aponta para o norte e é isso que nos orienta. Sabemos a direção que queremos seguir e sabendo ler a bússola podemos continuar no rumo planejado. Mas imagine uma bússola danificada... Você pensa que ela aponta para o norte, mas a cada momento ela aponta para um lugar. Dessa forma nunca podemos saber em que direção estamos indo e dificilmente chegaremos a nosso objetivo. Eu entendo que temos nossa bússola interna que está sempre apontando para a verdade. E a agulha da bússola, aquela que se a gente chacoalha fica bem bagunçada mas depois volta a apontar para o norte, é a sensibilidade.
Bem, e muitas vezes agimos como se essa bússola estivesse quebrada. Brigas por coisas pequenas, valores invertidos, há momentos que parece que o mundo está todo errado. De repente você se descobre grávida! Pois é nesse ponto que entra um dos grandes mistérios da humanidade: "Você vai entender quando for mãe."
Esses dias encontrei com alguns amigos queridos que eu não via desde o final do ano passado e meu barrigão foi a atração principal. A barriga cresce devagar, mas experimente ficar alguns dias sem me ver que você já não vai achar que é tão devagar assim. Conversa com um e com outro e de repente me vejo cercada por algumas amigas mais jovens, aquelas que tem planos de ser mãe. Claro que vieram muitas perguntas delas querendo saber sobre esta fase tão especial. Mas como já disse um grande amigo meu "Há emoções que, traduzidas em palavras, perdem grande parte de seu encanto...".
E ser mãe é emoção! Pode-se ver como um robozinho, como descrevi no começo desse post, mas daí acho que seria uma incubadora e não uma mãe. Há momentos que não é fácil, mas a sensibilidade está lá, mostrando que há algo muito maior que esses incômodos. Às vezes preciso conversar com o Guilherme, entrar num acordo para ele parar de chutar quando quero dormir, mas a bússola está lá, mostrando que é uma fase linda e de muita alegria, que qualquer irritação serviria só para estragar o momento.
Mami e Oma!
Hoje me parece que ser mãe é uma das coisas mais importantes desse mundo! Se não é a minha missão aqui nessa terra, certamente faz parte dela. Tenho pensado muito em tudo que já fiz, estou fazendo e irei fazer, o que aprendo em cada oportunidade. Cada uma dessas coisas é o que passarei para o Guilherme. Sempre gostei de ajudar a outros com os conhecimentos que possuo, mas agora colocarei cada conhecimento a prova com um serzinho que ainda tem que aprender o que é viver.

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