terça-feira, 27 de agosto de 2013

A perfeição de ser mãe

O Guilherme não tem uma mãe perfeita (sério?!?). Ontem nós nos desentendemos... Ele queria algo e eu não entendi o que era. Só que o mocinho tinha acabado de acordar e achou que chorar, ou melhor, berrar era a melhor opção. Mas eu discordo dele. E mesmo que não discordasse, do jeito que ele berrava não conseguiria entender o que ele queria de jeito nenhum. Se eu me aproximava dele, ele resolvia usar sua "doce" técnica de me arranhar, o que já vem tirando minha paciência a alguns dias. O circo estava armado! Disse-lhe que desse jeito não dava, que quando ele se acalmasse conversaríamos, e passei os minutos seguintes exercitando minha paciência ao som de berros.

Estávamos sozinhos em casa, mas ao expor essa situação na internet é como se tivesse ocorrido numa praça pública. Até consigo ver os olhares e palpites: "que criança mimada!"; "coitadinho, só queria uma chupeta!" (ele não chupa chupeta); "está com fome!"; "está com sono!"; "faz essa criança parar de chorar!!!". Os palpiteiros de plantão sempre tem a solução. Mas eu acho que nenhuma solução resolve a situação em 5 minutos. Se alguém aí dedicar mais tempo que eu para conhecer e entender meu pequeno, por favor levante a mão!

Provavelmente a mãe perfeita teria atendido a criança em 10 segundos, como sempre faz, e seguiriam todos felizes para sempre. Todos, menos a criança no futuro. Boa parte da dificuldade nessa situação veio do fato do Guilherme ainda não saber falar (então, Gui, você vai facilitar sua vida se resolver falar logo), mas quem nunca passou pela situação de não ser entendido mesmo falando a mesma língua da outra pessoa? O que nós passamos acontece todo dia, toda hora, com pessoas de todas as idades.

A paz em nosso lar.

Depois que ele se acalmou a paz voltou a reinar no meu lar. Ele me mostrou o que queria, eu expliquei que dessa forma todos ficavam mais felizes. Pouco depois ele pediu outra coisa, eu disse que não entendi e ele achou outra forma de me mostrar. Enfim, ele aprendeu! Claro que ainda vou passar por situações como essa outras vezes e outras vezes eu não poderei atender o que ele quer. Para aprender mesmo é preciso exercitar. 

Sei que meu rapazinho ainda vai testar meus limites também. E quando ele vier testá-los eu vou ver se eles estão firmes. Ontem a mãe carinhosa e brincalhona teve que falar firme com ele, algumas vezes também tive que segurar aquela mãozinha que insistia em me arranhar. Eu busco ser tolerante, mas não posso ser conivente com o erro. Se hoje ele me bate e eu aceito, amanhã ele baterá no colega e receberá o troco... Melhor aprender com as palavras amorosas de uma mãe do que com o soco do colega.

Eu não sou uma mãe perfeita, mas na perfeita relação mãe-filho nós vamos aprendendo. Eu aprendo a ser mãe, ele a ser filho, nós a sermos humanos cada vez melhores.

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