Você já pensou quais sacrifícios está disposto a fazer? Não, a pergunta não é se está disposto a fazer sacrifício, não fazê-los não é uma opção...
Quando nos tornamos mães estamos abrindo mão de várias coisas. Começa ainda na gravidez com o seu bem-estar, com o seu corpinho de miss, com o choppinho no fim de semana. Depois sacrificamos as noites de sono, as viagens, as saídas com os amigos... Cada caso é um caso, mas todo mundo precisa sacrificar algo. Pode ser, por exemplo, que você não tenha sacrificado a saída com os amigos, que você leve seu bebê ao barzinho ou à casa dos amigos e entre a madrugada batendo papo com eles. Mas provavelmente vai sacrificar a sua disposição no dia seguinte, ou pelo menos o tempo da manhã que vai ficar dormindo enquanto seu filho fica com a babá. Pode ser que para você abrir mão de dormir até as 10h no domingo não seja nada, assim como pode ser que você queira morrer quando seu filho te chama às 6h da manhã.
Mas não é só como mães que precisamos aprender a fazer sacrifícios. Vou dar outro exemplo: digamos que você começou a engordar nos últimos anos. Algo será preciso sacrificar... Pode ser que baste cortar o açúcar do café, ou que você precise dedicar algum tempo para ir à academia. No começo o sacrifício pode ser pequeno, mas sem ele a situação pode ficar cada vez pior, aqueles poucos quilos por ano vivarão muitos depois de 10 anos. Esses muitos quilos podem acabar com a sua saúde e no final o sacrifício pode ser uma cirurgia ou mesmo uns anos a menos de vida. E isso acontece em todos os âmbitos da vida.
Um amor que fez a vontade de querer
um mundo melhor ser mais urgente.
E por que falar disso num blog sobre maternidade?
Se já é certo que teremos que abrir mão de algumas coisas, não é melhor fazer isso conscientemente? Hoje eu penso no que estou sacrificando e em prol de que? Algumas coisas não temos muita opção, como passar a noite em claro quando o filho está doente. Mas na forma de educá-lo eu posso escolher. Posso escolher dedicar um tempo ao meu filho, conversar com ele quando faz algo errado, pensar e repensar como estimular ou corrigir alguma conduta dele, refletir sobre como as minhas atitudes refletem na vida dele. Se não dedicar esse tempo a ele eu posso escolher a palmada. A princípio pode parecer que eu não estou sacrificando nada, mas qual o sacrifício que terei que fazer no futuro? Talvez intermináveis reuniões com os professores que tentam convencer meu filho que bater nos outros não é solução, talvez sacrifique o carinho que ele tem por mim, que será substituído pelo medo, talvez sacrifique sua inocência.
Entendo que os sacrifícios são pesados quando não sei o resultado que me trarão. Eu optei por sacrificar um pouco do meu tempo ocioso para pensar. Pensar em mim e como ser melhor a cada momento, pensar no meu filho e como oferecer o melhor para ele, pensar em minhas atitudes e como elas refletem no mundo de hoje e de amanhã. Eu quero um mundo melhor e cada vez mais vejo que tenho que fazer algo para que isso aconteça. E nada melhor do que começar pelo meu mundo.
E você, quais sacrifícios está disposto a fazer?
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